
A bioeconomia movimenta as cadeias produtivas com o uso sustentável dos recursos naturais, vem ganhando cada vez mais espaço na economia brasileira, principalmente na Amazônia. Visando inovar, preservar o ambiental e gerar renda, o setor procura soluções que conciliem desenvolvimento econômico e conservação. Com isso, os espaços de coworking surgem como parceiros estratégicos para empreendedores, pesquisadores e startups que atuam na área.
Além de disponibilizar infraestrutura completa, fácil e flexível, os coworkings proporcionam um ambiente fértil para troca de ideias, colaboração e formação de redes, situações essenciais para dinamizar projetos ligados à bioeconomia.
Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o OCDE, o tema movimenta no mercado mundial cerca de 2 trilhões de euros. Além disso, a geração de emprego é outro destaque, com 22 milhões de empregos disponibilizados. A expectativa é que, até 2030, a bioeconomia seja responsável por 2,1% do PIB de alguns países.
Plataforma para negócios verdes
Coworkings localizados em regiões estratégicas, como a Amazônia, têm atualizado seus serviços para atender os negócios que usam formatos, por exemplo, de óleos essenciais, produtos florestais não madeireiros, cosméticos naturais e alimentos regionais.
Esses espaços oferecem:
- Salas de reunião e auditórios: para apresentação de projetos a investidores interessados em negócios sustentáveis;
- Ambientes colaborativos: que conectam empreendedores a pesquisadores e ONGs;
- Capacitações e workshops: voltados para sustentabilidade, ESG e inovação em cadeias produtivas.
Agente de transformação
Mais do que fornecer mesas e internet, os coworkings têm um papel fundamental no ecossistema de negócios sustentáveis.
Ao reunir empresas, produtores locais e instituições de pesquisa no mesmo espaço, o coworking torna-se um catalisador de parcerias e aumenta as chances de produtos e serviços sustentáveis alcançarem mercados nacionais e internacionais.
Com a COP-30 sendo realizada em Belém, a tendência é que os coworkings da região ampliem ainda mais suas ações e produtos, posicionando-se como hubs de inovação sustentável e atraindo olhares e investimentos para projetos que unem tecnologia, empreendedorismo e preservação ambiental.